sexta-feira, 10 de agosto de 2018

RAFA, TULI - NEVOSA - SERRA DO GERÊS

No meio deste quente agosto, lá se arranjou um dia mais fresco para dar corda às botas e ir treinar para a serra, acompanhado pelo Rafael e pela Tuli, que eram estreantes na visita ao ponto mais alto da serra do Gerês e do norte de Portugal. A Tuli ainda a recuperar de uma intervenção cirúrgica estava com fome de  monte...que foi coisa que não lhe faltou hoje. Chegar à Nevosa vindo donde seja, é sempre uma boa estirada, e neste caso, acrescida pelo desenho do percurso:

Subida do Ribeiro da Abelheira, Biduiça, Subida do Corgo das Lamelas até á fronteira, Chegada ao Pico da Nevosa pelo lado espanhol, Garganta das Negras até ao Alto das Eiras, Descida final para o carro.Total: 18km e 1225m de desnível acumulado. Parabéns ao Rafa e à Tuli pela conquista montanheira.


segunda-feira, 23 de julho de 2018

GERÊS PROFUNDO - CINCO CUMES

Para quem já anda na serra à algum tempo, o termo "Gerês profundo" é usado com alguma frequência. Após meses de jejum de serra, finalmente e ansiosamente consegui lá voltar, e, como a "fome é negra", junto com o meu habitual parceiro de crime, o Alberto Pereira, desta vez acredito termos tocado naquela que actualmente poderá ser uma das zonas mais intocadas pelos pés montanhistas, o tal Gerês profundo. Sendo assim, para que a jornada se tornasse ainda mais significativa, decidimos atacar 5 cumes no trajecto desenhado, que em cerca de 22,5km percorridos em dia de calor, testaram a nossa capacidade de sofrimento, e baixa de forma. +1400m de ascensão acumulada, porque há que treinar para desafios maiores. 


sábado, 28 de abril de 2018

MONTEMURO - VALE DO BESTANÇA

Nunca o verde se enamorou tanto de mim como neste Vale do Bestança. A serra estava engalanada, as aldeias viviam ainda. Ao longo destes mais de 23km, e 1465m de trepadela acumulada, visitando 6 aldeias, o rio, (dos mais limpos da Europa), pujante, quase sempre a ouvir-se, entoava o hino à primavera, sempre a correr para o Douro. O cume desta região, na Serra de Montemuro, de seu nome ´Talegre´ (ponto mais elevado do distrito de Viseu), quase a bater nos respeitáveis 1400m de altitude, vigia tristonho o infeliz destino de estar acompanhado desses corpos estranhos de metal a girar e a assobiar, atravancando as vistas que, de outro modo seriam extraordinárias. Silêncio e animais fogem dali, estradões rasgam o santuário profanado, e o grito da liberdade no bico de uma águia real, ficará apenas num imaginário que... não aconteceu. Salva-se a conveniente contrapartida para as aldeias locais... mas a que preço...a que preço. Terá de haver outra solução...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

CIRCUNVALAÇÃO DO VALE DA MATA DO CABRIL

Um dia especial. Especial pela equipa, pela ambição, pela vontade irreversível de abraçar o desconhecido. Especial pelas muitas horas de planeamento e de colaboração, e especial pelo esforço físico que seria incontornável. Especial pela dureza, pelas descobertas e pela conquista de mais uma página especial do pedestreanismo...a circunvalação do Vale da Mata do Cabril, e claro, sem recurso a estradões.
No total 23km, abrangendo uma área de cerca de 13km2  e mais de 1400m de desnível acumulado.


sábado, 3 de fevereiro de 2018

ROCA DE PIAS - SERRA DO GERÊS

Uma bela volta de 15km por zonas bem conhecidas da Serra do Gerês, com um extra de, calcar pela primeira vez o trilho bastante inclinado que leva da Roca de Pias( ou Cutelo) até ao Rio Conho/Entre-Águas. Embora a descida seja para um caminhante experiente, relativamente fácil de seguir, poderá desencorajar outros por causa do declive bastante acentuado. Existem mariolas ao longo de todo o trajecto no entanto. As vistas para o vale do Conho são predilectas e do cimo da Roca, se avista para norte todo o enquadramento do Prado da Roca Negra e Rocalva...os dois guardiões maiores. Para sul, o Vale do Conho...


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

LAROUQUINHO: O CONGELADOR

Aventura por terras barrosãs, para subir desde a bela aldeia de Gralhas(1000m) até ao Larouquinho(1535m), o terceiro mais alto cume de Portugal continental, apenas uns metros mais baixo que o Pico da Nevosa, o mais alto do Norte de Portugal e da Serra do Gerês. Esta montanha é fácil de subir ( mesma sem carro) por isso, neste dia que escolhemos para a trepar, acreditámos que o desafio seria muito maior pela possibilidade de haver neve e frio. Um percurso evitando todas as estradas, circular de 14km.

Dificuldade nestas condições? vejam por vocês...




sábado, 2 de dezembro de 2017

GERMIL - CASAROTAS - CORTINHAS - CUTELO

Nada como calcar a Serra Amarela para ver as botas render. Neste dia solarengo de verão, este belo percurso circular, já relativamente conhecido, de 16km de extensão, atinge cota máxima nos 1200m nas casarotas, e permite vários registos de paisagem e interesse, desde as belas aldeias, até lá ao cimo, de onde se pode ver bem perto a Louriça, e muito do mundo do parque nacional, onde estas casarotas ajudam a envolver ainda mais a serra de mistério. Antiga branda, ou postos de defesa, este é um lugar especial, onde outros antes de nós, por lá passaram.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

RIBEIRO DO PENEDO - SERRA DO GERÊS

Antes que a memória se apague do meu corpo ferido do mal da altitude e tudo o que isso trouxe de bem, aqui ficam algumas fotos de um intenso dia de dura montanha a rejeitar esses corpos estranhos que somos nós...os humanos. 

Chã de Susana - Vale do Ribeiro do Penedo - Currais de Matança - Abrigo da Teixeira - Corgo de Lamalonga - Lajes dos Bois



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Por terras de Fafião - Corga do Salgueirinho

Percurso: Fafião - Touça - Corga do Salgueirinho - Velas Brancas - Coucão- Valongo - Amarela - Bicos Altos - Matança - Fafião
Distância: 20km

Dia perfeito para uma incursão pela Serra do Gerês, com o objectivo maior: ligar a Touça Às Velas Brancas, pela Corga do Salgueirinho. Finalmente temperaturas baixas como assim deve ser para andar melhor: geada matinal.



segunda-feira, 24 de julho de 2017

No coração do RAMISCAL + Circunvalação.

Após a aventura Palentina, o regresso à faina em terras lusas, superou todas as expectativas de um dia que se queria ambicioso já de si: a circunvalação de um dos mais emblemáticos e valiosos vales do PNPG - Vale do Ramiscal. O objectivo, foi enriquecido com uma incursão ao fundo coração do vale, e a subida aos topos circundantes, bem como a descoberta de trilhos bem escondidos, e estruturas de outrora bem ocultas da vista humana, não fosse pela curiosidade e arrojo que vivem no peito destes pequeninos. O recurso a estradões foi practicamente nulo e a subida total do dia, foi básicamente equivalente a trepar na vertical desde o nível do mar, até ao cimo do norte de Portugal, o Pico da Nevosa.   Um dia perfeito de montanha e comunhão com a natureza. Um reino verdadeiramente encantado, onde o nosso melhor amigo foi o vento fresquíssimo que nos entrava pelas goelas abaixo até aos pulmões,  e mais além...até à alma.

Abraço a todos e boas aventuras.

Distância percorrida: 24km
Desnível ascendente acumulado: 1500m
Altitude máxima 1368m(Alto de Bragadela)
Alt.mínima 350m


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Montanhas Palentinas - Day Three: PEÑA PRIETA

Neste terceiro dia da aventura Palentina, no Parque Natural de Fuentes Carrionas, o último objectivo consistia na mais alta das três montanhas propostas: Peña Prieta. Anteriormente, as duas últimas publicações deste blog, cobriram as duas primeiras: O Curavacas e o Espigüete. 

2539m de altitude, são respeitáveis, e depois das duas etapas anteriores, o cansaço acumulado, valia pouco em face de uma nova aventura, pelo que, abraçámos esta última etapa, com a máxima paixão, e expectativa daquele que já adivinhávamos, seria o mais bonito percurso dos três. Nesta conquista, fizemos o percurso mais longo até aqui(18km), e claro, em modo circular. Mais uma vez o calor esteve presente, e por isso cedo começámos desde Puerto de San Glorio.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Montanhas Palentinas - Day Two: EL ESPIGÜETE

Se no primeiro dia, durante a missão Curavacas, a imponência del Espigüete, impressionava só à distância, neste segundo dia, à medida que chegávamos mais perto, e a cabeça começava a olhar cada vez mais para cima, a impressão transformava-se numa amálgama de sensações inauditas, que mexiam bem cá no íntimo...se calhar é isto o montanhismo: sobrepor os receios e incertezas e confiar que seremos vitoriosos. Atingir o cume do Espigüete é impressionante por qualquer via, mas pela aresta Este e descer pela face Norte, é algo que nos enche as medidas. Muita boa gente perdeu a vida nesta montanha e a verdade é que, sabiamos que ainda pior do que a valente trepadela contínua,  era o auto-controle permanente durante quase todo o trajecto, imperioso para evitar deslizes fatais; proibido olhar para baixo.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Montanhas Palentinas - Day One: CURAVACAS

Bem cedo de madrugada, os tugas partiram de Portugal, com destino directo ao primeiro objectivo da jornada tri-partida: neste primeiro dia, subir ao cume do Curavacas(2520m), subindo pela rota clásssica e baixando pelo Collado del Hospital. Desta forma, o percurso seria circular, e permitiria aproveitar melhor o dia antes do descanso para o segundo, e mais difíçil dia. Estacionamos em Vidrieros, uma povoação pequena mas simpática, limpa e com café confortável, que nos permitiu "hablar" com alguns locais, ao fim do dia.




domingo, 25 de junho de 2017

3 DIAS 3 CUMES: CURAVACAS, PEÑA ESPIGÜETE, PEÑA PRIETA

Nos dias 15, 16 e 17 de Junho, três portugueses iniciaram uma jornada pelo Parque Natural de Fuentes Carrionas, na região de Palência, Espanha. Três bloggers( Trilhos a Norte, Cabra do Gerês e Mundo da Alma) montaram equipa, determinados a conquistar os cumes das três mais proeminentes montanhas Palentinas desta região, em 3 dias consecutivos, optando por rotas sempre circulares e consequentes dificuldades acrescidas: Curavacas (2520m) com descida pelo Collado del Hospital, Peña Espigüete (2450m) pela aresta este e descida pela face norte, e o Peña Prieta (2539m) subindo pelo passo de "Alto de Cubil del Can", e Pico dos Infernos(2537m). No total, mais de 4000m de desnível ascendente e outros tantos para descer. Três dias de verdadeiro montanhismo com temperaturas elevadas, numa região belíssima que ficará gravada na nossa memória como um momento histórico  que abriu portas para novos desafios.

CURAVACAS
PEÑA ESPIGÜETE
PEÑA PRIETA



Agradecimento especial às nossas mulheres que desta vez não nos acompanharam presencialmente.

Em breve as reportagens de cada uma destas montanhas.

Abraços montanheiros.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Serra do Gerês - Costa do Forno - Pé de Medela - Albas - Coveiros

Duplo objectivo para este dia: Subir a encosta oposta à Sabrosa, pelo lado direito da Corga do Rio do Forno e atingir o Pé de Medela para o subir e escalar, e saborear as incríveis vistas. Durante o processo, as Albas também não escaparam.Cerca de 14km bem durinhos, onde a subida inicial obriga inevitavelmente a lutar com a vegetação que esconde os ainda visiveis inúmeros trilhos de outrora. Um dia fantástico para caminhar com sol e boa temperatura, onde quase sempre vimos a serra de cima para baixo. Deixo um alerta para que quem quer que sinta vontade de trepar o Medela, tenha consciência que não deve fazê-lo sozinho e deve estar habilitado a isso, porque implica alguma práctica de escalada.

Nota à parte: no regresso já se pode perceber um cheirinho do que será o aproximar do tempo quente, nas zonas mais populares do público em geral que frequenta o parque: lixo a derramar pelo chão, muitos carros mal estacionados e gente que à luz de todos, acha que está numa zona de nudismo...enfim.

Obrigado especial ao Jorge Lírio do blog Cabra do Gerês


terça-feira, 18 de abril de 2017

Serra de Queixa, Castelo de Cerveira(1541m), Alto das Malladas(1748m)

Um percurso de 20km traçado para nos levar desde Pradoalbar(1079m) até ao Castelo de Cerveira(1541m), e o Alto das Malladas(1748m). Deste bocado de natureza, perto do Parque do Invernadeiro, á vista do Cabezo de Manzaneda e do Peña Trevinca, só tenho coisas boas para dizer. Tem tudo o que um percurso de natureza deveria ter para meu gosto: muita beleza, declives enormes, vestígios de povos de outrora que perduram no teste do tempo, lagos, ribeiros, bosques, regiões de montanha a perder de vista sem estarem feridas por estradões, passadiços ou eólicas. A comunhão com a natureza é total, e as imagens apenas são um sinal daquilo que os olhos e a alma sentiram, uma beleza estonteante, impossível de descrever.  Um trilho duro, naturalmente, como assim deve ser.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Alto Rabagão - Cornos - Alturas de Barroso

Magnífico dia para caminhar. Objectivo: ligar a albufeira do Alto Rabagão aos Cornos de Barroso(Corvos(1218m) e Couto do Sudro (1229m) à aldeia de Barroso, de forma circular, rodeando a Corga da Carvalhosa. Do Alto da Perdição se avista possivelmente, a melhor vista para a albufeira e mais além, para as alheias circundantes e Larouco.
Caminhos rurais, monte, aldeia, cumes de vistas incríveis, são ingredientes de sucesso neste cantinho de Portugal, que merecia deve dizer-se, melhor aproveitamento deste grande potencial. Vários caminhos tapados pela vegetação e campos abandonados pelo envelhecimento progressivo da população...Na aldeia de Alturas, são mais os cães que os habitantes. Portugal tem muito para dar, mas assim, não vai lá.

domingo, 26 de março de 2017

Paz no mundo, e neve na serra.

Desta vez aproveitámos a oportunidade metereológica, para por botas no trilho nevado de Pitões das Júnias até São João da Fraga. Maravilhosa serra polvilhada de branco...e alegria. O percurso é fácil, sim, mas com neve e nevão pode tornar-se bem mais interessante e revestido de cuidados, muito especialmente no ataque final ao cume da fraga. Na primeira, ascensão, nevava intensamente e ficámos apenas uns minutos perto da capela. De volta à base mais abaixo, esperámos uma possivel aberta dos céus que nos permitiu retornar, e desta vez contemplar toda a majestosa paisagem geresiana, e mais além. As imagens falam por si. Abraços.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Montesinho - Lombada Grande

À descoberta dos caminhos da Serra de Montesinho, e acima da aldeia que dá nome ao parque que, não fosse pela presença de eólicas e em grande quantidade, seria um local perfeito para caminhar. Na verdade, o objectivo, dado o tempo disponível para a actividade, era atingir o topo da serra, o ponto mais alto do parque, a Lombada Grande - Malhada Coba como dizem os espanhóis(1485m). As temperaturas eram já de si muito frias(-10, na noite anteior), mas o vento nas trepadelas dava cabo de tudo. Na verdade, o ponto mais alto é apenas um prolongamento da Sierra de La Parada, que apenas à distância de um saltinho tem na Piedra de los Tres Obispos, um alto com 1522m. Toda esta região de altitudes maiores junto à ráia é muito agradável para caminhar dado os poucos declives e uma mistura muito simpática, entre serra granítica, bosques de bétulas e pinheiros primitivos, e bolsas de água, prados, lameiros, etc.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Rio Mau - Rochão - Frades, todos os carvalhos deste mundo.

Um dia mágico, frio, duro, revelador, libertador, neste belíssimo recanto do belo Barroso, um mundo à parte. Quase 20km de omnipresentes seres respeitáveis, vulgo carvalhos; carvalheira a perder de vista...mundos por descobrir. Rochão: 1401m, Frades: 1175m. Dois miradouros priveligiados para o Larouco, Montalegre, Mourilhe, Donões...o Barroso. Neste dia em que publico este apontamento, passam exactamente 22 anos da morte de Miguel Torga, nascido também neste distrito. Que possa ele estar tão feliz quanto estaria por certo, percorrendo os belos lameiros deste nosso belo recanto. 
Obrigado Alberto, guia de serviço... ipsum bonum. Go Hard or Go Home.