segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Numa tarde de domingo...Gerês.

 
 
 
 
 
Um dia de verão, a caminho do Poço Azul, não recomendável a quem tem alergias a muita gente em sítios pequenos, mas a causa era nobre: aproveitar a ida em trabalho do velho amigo Paulo Figueiredo lá, para le dar um abraço...e mais além. Na verdade, depois de acudir a um grupo de perdidos que também queríam lá ir, reencontrei o Paulo na lagoa e depois de cerca de 40m à cavaqueira, ele teve de regressar com os turistas dele, e eu prossegui serra adentro pelo trilho que ladeia o Rio Conho, sembre vigiado pelo Cutelo de Pias, e os grandes desníveis que metem respeito. Sozinho e sem ter feito esse percurso, aquela única sensação de estarmos dependentes de nós mesmos, é algo único. A alegria de ír descobrindo o caminho, onde ele não existia antes, conseguir sobrepôr desníveis derrotadores à partida é preenchedor. Derivei para cima à esquerda do Cutelo de Pias, e com a Corga da Giesteira à vista, as vistas são agora inversas: de cima paa baixo, até o olhar se perder, um consolo para as pernas, e um reconforto, para o sentido orientador. Alguns abrigos de montanha são sempre agradáveis de ver, porque em caso de nessecidade, são a nossa melhor casa de noite. Desenboquei no Curral dos Portos, e a jornada ficou na memória. 
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