sábado, 4 de abril de 2015

Pincães...um hino às serranias.

Distãncia: 14km
Alt mínima: 496
Alt.Máxima: 1143
Duração: 7h
Dificuldade: elevada

Desde a aldeia, bela e aconchegante, até ao fojo, símbolo da luta pela sobrevivência, lá bem nas alturas, este belíssimo percurso permite ao caminheiro, beber do puro néctar da comunhão com a serrania. 

Cedo seguiram os passos pelos caminhos da aldeia até à bela cascata de Pincães, um "must see". Segue-se a subida até ao Vale das Traves, mais uma beleza que entra pelos olhos adentro, sem pedir licença, e aqui, começamos a suspirar pela subida para a serra. O caminho passa pelas silhas dos ursos, já inexistentes nestas paragens há bem mais de um século. Dentro do recinto da silha, as colmeias ainda subsistiam, na última que avistámos. Passa também por pequenas cascatas e oásis no meio da dureza e secura do granito.


A subida para o fojo é directa e obriga a ganhar altura, com algum declive acentuado mas o caminho, bem limpo, é muito bonito. 

A chegada ao fojo assinala, dentro de cada um, a sensação de termos finalmente merecido o sentimento de estarmos agora sim, na serra. Dali se avista, Porta Ruivas, Porto da Lage, Rocalva, Roca Negra, e uma vasta extensão do recortado perfil da Serra do Gerês. 

Prosseguimos até ao curral do alto de palma, onde imersos na beleza deste recanto, saboreámos o manjar dos céus. Creio que perto dos 1200m já se qualifica a refeição nesta categoria.

Infelizmente, não prosseguimos mais acima para o fojo de Alcântara, por dificuldades de saúde do meu companheiro da jornada, que já desde cedo não quis comprometer a actividade, com grande sacrifício pessoal, em troco da alegria de pisar a serra; o verdadeiro espírito apaixonado em acção. 

O regresso, foi muito belo, por caminho bem aberto e passando por belos currais, com abrigos alagados e sem nome conhecido por nós; um deles, muito parecido com o curral do Absedo.

Resumindo: espectaculares estas serranias de Pincães.




















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