sábado, 27 de dezembro de 2014

Arado-Teixeira-Corga do Arieiro-Roca Negra-Velas Brancas-Iteiro D´Ovos-Estreito-Arrocela-Giesteira

Arado-Teixeira-Corga do Arieiro-Roca Negra-Velas Brancas-Iteiro D´Ovos-Estreito-Arrocela-Giesteira

Distância: 15km

Que grande jornada por terras altas do norte deste Portugal. Um belo dia de sol, a premiar o arrojo enamorado de três caminheiros, resolutos em beber desta maravilha da criação a que chamamos Serra do Gerês.






Uma subida noturna até ao abrigo da Teixeira, onde uma noite solitária, apenas acompanhado do silêncio e do muito frio, fizeram com que as sensações de acordar num tão belo sítio me acompanhem por muito mais tempo. Os restantes dois companheiros juntaram-se a mim de manhã cedo, e aí, nesse momento de reunião, o impulso de energia gerada, propulsionou um dia memorável.

A Corga do Arieiro, conduz-nos desde o Vale da Teixeira entre os 900 e 1000m de altitude, até mais acima, perto da Roca Negra, mais de 300m acima. A grande subida é premiada com vistas priveligiadas para um novo mundo de vastidão nas alturas. 

Chegados ao sopé da Roca Negra, subimos/escalamos até ao topo, onde demoradamente, suspiramos por tão grande previlégio para os nossos olhos.

Atravessando o prado da Rocalva até Velas Brancas, almoçámos pitéu dos Deuses. Mesmo na beirinha sobre o Vale da Touça, Portas Ruivas diante de nós, e muito Gerês a toda a volta. Magnífico momento de descanso, preparando a segunda metade da jornada.

Passamos depois pela entrada superior da Corga da Salgueirinha e em direcção a Iteiro
 D´Ovos e Estreito. O caminho até Entre Águas está limpo e essa grande descida foi apenas o inverso da grande subida, que ainda restava até Arrocela. Subida essa que foi premiada com um bosque de Teixos, árvores maravilhosas de contos de fadas e que guardam junto das suas raízes e copas, seres abrigos e segredos, que convidam o viajante a ficar e não regressar. 

Ao cimo paragem para esvaziar o remanescente das lancheiras no Curral da Arrocela, e depois, até ao fundo da Corga da Giesteira onde a descida para o Arado era o fim do exercício muscular.

Dedico esta reportagem em especial, aos companheiros de jornada, o Berto Pereira e o Filipe Sá, dois anõezinhos montanheiros de primeira, e ás suas companheiras. Muita saúde para eles.


 em cima: Corga do Arieiro
Em cima: Roca Negra, Rocalva e Borrageiro





 Pala do Coucão 
 em cima: o sol baixando por trás da Arrocela
 Roca de Pias(em baixo)

 Serra da Cabreira vista do Gerês

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