segunda-feira, 20 de maio de 2019

O TREINO: PARTE IV - SERRA DA PENEDA

Cerca de 21km circulares em quase 1500m de desnível acumulado para ligar Sistelo ao cume da Serra da Peneda. 

Locais de passagem: Sistelo, Padrão, Porta Cova, Branda de Crastibô, Costa do Salgueiro, Alto da Preguiça, Pedrinho, Peneda, Maranho, Cerca, Chã da Alhinha, Branda do Alhal.

Em suma: neste belo dia, a montanha estava deliciosamente bonita. Que magnífico património aqui temos ainda. Deixo as imagens deste "Maio maduro Maio" que falam muito mais do que eu posso ousar escrever. Abraços aos meus companheiros de jornada, Berto e Jorge. Abraços a todos.


O TREINO: PARTE III SERRA DO GERÊS

Dia de se fazer à serra no lado oriental, um dos mais bonitos. Partindo de Pitôes das Júnias até ao cume do norte de Portugal, o Pico da Nevosa. Algo já feito antes mas há sempre coisas para melhorar e investigar.

Em abono da verdade, eu não estive lá presencialmente, mas o treino... esse foi nosso. 

Estes hobbits são 3 e ainda não entregaram o anel.

As fotos são do Jorge. Abraços companheiros Jorge e Berto.

terça-feira, 14 de maio de 2019

TANTA SERRA...TANTA.

Portela de Leonte
Borrageiro 1430m
Borrageiro II 1359m
Pico do Sobreiro 1538m
Laje do Sino 1463m
Mata da Albergaria

36km
1912 desnível ascendente acumulado


quarta-feira, 24 de abril de 2019

PÉ DE CABRIL

O Pé de Cabril é um daqueles promontórios que  mais se destaca no perfil das cumeadas geresianas. Com 1236m e 373 de proeminência (3ª maior de Portugal), e o 12º mais alta da Serra do Gerês.

Um dos cumes de mais rápido acesso na Serra do Gerês. A subida não é nada difícil para quem esteja mais habituado à serra, mas ao mesmo tempo tempo poderá ser impossível para quem tenha medo de algumas alturas. Seja como for, é das mais engraçadas de fazer. 

segunda-feira, 1 de abril de 2019

O TREINO: PARTE II SERRA DO SOAJO

31 Km, e 1500m de desnível acumulado para ligar a Barragem do Lindoso ao cume da Serra do Soajo, o ALTO DA PEDRADA nos 1416m. Pelo caminho, ficaram as aldeias de Várzea, Adrão e Paradela.

Um trilho muito exigente, e muito belo, que enche as medidas da taça do desafio e da beleza.

No regresso do cume fomos fustigados pela chuva gelada batida a vento muito forte que persistiu longamente. Depois...a bonança. É isto a montanha...uma "montanha russa" de sensações que nos agitam os átomos do corpo, e especialmente...os da alma.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

O TREINO: PARTE I - SERRA AMARELA

De volta às lides serranas com este primeiro treino para um jogo bem maior. A Serra Amarela permitiu beber do prazer da descoberta, da superação, da enorme beleza e claro, das águas frescas, sinónimo da generosidade de algo maior, que nos entram pela goela ressequida como um néctar dos Deuses.

Cerca de 22km com declive acumulado de 1439m. Grandes declives e passagem por locais ainda não reconhecidos anteriormente. 


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

MUNDO DA ALMA 2018 - RETROSPECTIVA

A todos os amantes da descoberta na natureza, agrupo aqui as 20 actividades deste findo ano de 2018. Todas elas publicadas neste blog. Talvez, consiga motivar alguém mais,  para um estilo de vida próximo das nossas raízes e portanto, mais saudável acredito eu. Calcular o acumulado de kms e desnível é algo com que não me vou perder. Para quem se quiser dar a esse trabalho...força. Importa sim, que passados já uns bons anos desde que me iniciei nestas "andanças", o prazer aumenta a cada novo desafio.



segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Formosinho - Serra da Arrábida

E lá consegui juntar este cromo à minha caderneta - O cume da Serra da Arrábida 501m. Para quem está habituado às serranias mais a norte, as características aqui são muito diferentes: pedra calcária e vegetação. 

Para lá chegar, uns míseros poucos km através de caminhos de progressão rápida tornam isto bastante fácil...mas cuidado: não apanhe o caminho errado senão...Ainda à uns dias, um grupo de escuteiros teve de ser resgatado e ficou lá de noite...

Vegetação densa e caminhos no meio dela, mas com quase sempre poucas vistas. Nos altos sim, a vista para o mar, Lisboa, Sintra...Uma beleza especial.

Fonte Fria - Cabeços de Mação

Em jeito de despedida deste incrível 2018 montanheiro, deixo-vos, o registo de uma incursão àquela que considero possivelmente a mais bela parte do PNPG: a secção oriental da Serra do Gerês.

Ao longo de quase 18km, visitámos o cume desta região, a Fonte Fria, ascendendo pelo lado norte e descendo pelo sul. De seguida em direção aos Cabeços de Mação. Nesta região os cumes não são as únicas estrelas; os prados e bosques infindáveis de carvalhos, carregados de magia, bem como os muitos cursos de água e velhos abrigos dotam a paisagem de um aconchego único.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

PR9 PULO DO LOBO - GUADIANA

Um percurso muito pequeno, mas bastante saboroso, por ser bastante diferente das habituais altitudes das serranias nortenhas. Este PR9 no Parque Natural do Guadiana, permite percorrer demoradamente as belas margens direitas deste longo rio que nasce em Espanha, e tem 824km de extensão. Nesta altura do ano, o caudal era saudável, e ainda levámos com alguns aguaceiros, que não impediram de disfrutar plenamente desta comunhão bem alentejana. Um percurso que deverá ser complicado para  pessoas com dificuldades físicas, por haver muitas pedras a transpor, especialmente em piso molhado, que...por acaso era o caso.



quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A VOLTINHA OUTONAL

Uma voltinha ali pela Serra do Gerês para ver se estava tudo bem com o outono. Está-se a compor bem.


Na verdade, ver o Pedro Balaia de volta ao monte, foi a razão primeira. O gajo de Leça está de volta. Isso supera os tons avermelhados, e daqui mais uma vez, envio o meu regozijo e votos de que continue sempre.




quinta-feira, 8 de novembro de 2018

OBRIGADO ALBERTO E... PARABÉNS.

Apesar de ter até agora caminhado com muito e boa gente, há um indivíduo que neste 9 de Novembro gostaria de sublinhar, por ter sido assíduo desde à uns anos para cá, aqui comigo, no mundo da alma. 


Faz agora 4 anos e um mês que comecei a caminhar em parceria com o Alberto Pereira

Hoje é o seu aniversário.



sexta-feira, 2 de novembro de 2018

LÁ PELOS PÍNCAROS NA SERRA DO GERÊS

Começou cedo a jornada em busca de alguma neve lá pelo topo do norte de Portugal, mas, tão pouca era,  que em vez disso o dia acabou por render bem mais do que previsto. Subida directa ao cume da Nevosa pelo canal sudoeste, e descida pela parede oeste. Depois, toda a cumeada e topos até ao Curral das Negras, subindo àquele que está acima dos 1500m, um dos poucos que existem nesta serra.

Ainda deu para subir ao marco do Castanheiro antes de chegarmos ao carro antes das 15h. Pareceram poucos km estes 15,3 com 1008m de acumulado, mas souberam muito bem. 

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

DESDE MONTE CÓRDOVA ATÉ VILA DO CONDE

Nada aqui de muito complicado. Treinar as pernas desde casa em Monte Córdova, até Vila do Conde, bordeando sempre que possível o Rio Ave, e evitando também sempre que possível a estrada nacional. 

No total foram 32,7km sem nenhum desnível digno de referência. Apenas de relevar que os 6km médios por hora permitiram fazer o percurso em 5h30. Foi sempre a andar. 

Quanto ao resto, infelizmente, só posso dizer que é com uma pena enorme, que constato o enorme potencial desperdiçado de uma região atravessada por este magnífico filho da Serra da Cabreira nascido a 1200m de altitude, agora irreconhecível, desde que a civilização e a permissividade dos governantes o permitem utilizar como saco do lixo.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

MONTE CÓRDOVA - TOUR DOS MARCOS

Neste dia o objectivo era treinar as pernas e em modo circular,  passar em todos os cinco marcos geodésicos mais significativos aqui da região, incluindo o de Sanfins, Citânia, o mais alto:

Padrão 413m
Assunção 483m
Costouras 493m
Sanfins, Citânia 570m
Pilar - Alto de São Jorge 532m

26,5km em menos de 6h com desnível acumulado a rondar 1000m

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

LOS URRIELES DAY THREE - TORRE CERREDO

Depois de nos dois anteriores posts deste blog, ter descrito os  primeiros dias desta incursão no maciço central do Parque Nacional dos Picos da Europa, ou Urrieles, chegou a altura de escrever sobre o terceiro e último capítulo desta trilogia. 

Atingir o cume da torre mais alta dos Picos da Europa, podia ser uma tarefa fácil, como haverá tantos cumes bem mais altos e mais fáceis...não é o caso. O terceiro dia será bem duro, e em cima dos anteriores. O segredo é saber sofrer, com um sorriso na cara, e com boa disposição. Vamos lá de assalto ao castelo do Sauron.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

LOS URRIELES - DAY TWO - PEÑA VIEJA

Depois de um primeiro dia com muitos kms num dos piores terrenos para caminhar, e uma noite para recuperar o possível, cá vamos nós de volta ao trabalho. Desta vez os objetivos são conquistar o cume do Peña Vieja, o mais alto da Cantábria, que está totalmente inserido nesse território, e também, apesar de não ser um cume, a Collada Bonita, nos 2382m, de onde se avista pelo Este, esse símbolo do parque que é o Pico Urriellu. 

11km, 1112m desnível acumulado, Alt máx: 2617
Desnível máx: 74%

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

LOS URRIELES - DAY ONE - TORRE BLANCA

Ainda no fim da madrugada, a silhueta do km vertical, ergue-se imponente diante de nós, como uma primeira barreira para muitos intransponível. Não fora a existência do teleférico que em Fuente Dé, avança de 5 em 5 minutos os que quiserem saltar este obstáculo, geralmente para ir á estação superior ver as vistas ou, ir simplesmente passear até à cabana Verónica, terão de avançar um desnível absurdo em pouca distância. Esta segunda opção foi a nossa. Mochilas carregadas para um dia de actividade no incrível maciço dos Urrieles.


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

PICOS DA EUROPA - Uma nova ordem de Grandeza

O Maciço Central do Parque Nacional dos Picos da Europa, localizado entre as províncias de León, Cantábria e Astúrias, é para alguém como eu que cresceu habituado principalmente ao  registo Geresiano, um cenário que me obriga a rever a minha própria dimensão como amante do pedestrianismo e montanhismo...rever para baixo. Especialmente depois de verificar in loco, o grande diferencial de cultura montanhesa que separa os dois países ibéricos.

Apesar de em 2017 esta mesma equipa Tuga se ter atirado com sucesso, em três dias seguidos, aos mais elevados cumes do espectacular parque de Fuentes Carrionas, casa de uma das mais difíceis montanhas Ibéricas, que dá pelo nome de "El Espigüete", as dificuldades que também o Curavacas e o Peña Prieta nos colocaram, foram, olhando a esta distância, apenas um passo feliz para nos aproximar daquilo a que nos propusémos alcançar nesta outra terra de Los Urrieles, um pouco mais acima, no reino do deserto da pedra infinita, da cascalheira interminável, da secura e do desterro, dos desníveis absurdos e progressão penosa. O olho de Sauron, desde a torre cimeira, mirou surpreendido a chegada destes três pequenos hobbits portugueses, que adentrando pela primeira vez este domínio,  valentemente armados de um simples coração apaixonado e do anel da amizade, conseguiram ao fim de três dias conquistar não só o sexto e sétimo mais altos cumes dos mais de 250 acima dos 2000m que por lá existem, como também a mais alta de todas, de onde o vilão maior vigia atento tudo abaixo de si. 

Dedico estas conquistas em forma de agradecimento, às nossas mulheres que são aquelas que ficando de fora, nos dão força e possibilidade de viajar nesta paixão.



Destes três dias que irei publicar em separado proximamente, ficam apenas alguns marcos de uma jornada única no assalto à fortaleza:


Canal da Jenduda
Torre Blanca 2619m
Vega de Liordes - Tornos de Liordes
Peña Vieja 2617m
Collada Bonita 2382m
Torre Cerredo 2650m


Os hobbits tugas, Alberto(www.trilhosanorte.blogspot.com), Jorge(www.cabradogeres.blogspot.com) e Alexandre



to be continued...




domingo, 23 de setembro de 2018

VAI MEU FILHO, E NÃO OLHES PARA TRÁS.

Após uma noite algo mal dormida, na traseira da carrinha, por culpa de dois ridículos galos senis que desataram à desgarrada pelas 4h da manhã, o largo do cruzeiro em Cabril, no concelho de Montalegre, serviu de arranque para uma página ímpar nas minhas aventuras montanheiras que, normalmente faço acompanhado... mas desta vez não.

Às 6h13 ainda de noite, meti botas ao caminho atravessando a ponte pedonal de frontal munido, em direção a essa paredona impressionante que dá pelo nome de Surreira do Meio Dia...