Dia frio e cinzento...exteriormente; por dentro, o calôr da descoberta e do companheirismo, leva-nos monte acima até à Corga do Salgueirinho, logo a seguir ao Curral da Touça. As vistas para Porta Ruivas, e o Vale do Rio Laço são excelentes. Grandes paredes, grandes vistas. Algum cuidado a atravessar o Rio da Touça e ao caminho.quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Corga do Salgueirinho
Dia frio e cinzento...exteriormente; por dentro, o calôr da descoberta e do companheirismo, leva-nos monte acima até à Corga do Salgueirinho, logo a seguir ao Curral da Touça. As vistas para Porta Ruivas, e o Vale do Rio Laço são excelentes. Grandes paredes, grandes vistas. Algum cuidado a atravessar o Rio da Touça e ao caminho.domingo, 23 de novembro de 2014
Malhadoura - Arrocela - Conho
Belo dia de Outono, saí cedo para a serra; o objectivo era conhecer alguns recantos ainda não por mim pisados na zona da Arrocela. Deixei o carro junto à bonita casa abrigo ( infelizmente abandonada) da Malhadoura e subi rapidamente até ao belíssimo curral de Curriscada na cota dos 900m de altitude. Demorei-me por ali uns momentos a saborear toda aquela energia, antes de prosseguir em direção à Arrocela, onde estive na minha primeira incursão a solo no Gerês 8 anos atrás, nessa altura com neve. Lembro de ter tentado a subida ao cume e não ter conseguido por causa da neve. Hoje era um dia diferente, pouco vento e temperatura amena; a subida ao cume a 1189m, difícil e emocionante, permite uma panorâmica daquelas em que o tempo pára e o corpo em repouso concede à alma, total prioridade. Vistas para a Corga da Giesteira, Rocalva, Roca Negra, Roca de Pias, Coucão, os Dois Borrageiros, o Castelo da Póvoa de Lanhoso, e mais alémmmm... Continuou a jornada até ao Curral da Arrocela, dos mais limpos e habitáveis que conheço, e já são muitos. A fonte a jorrar é generosa, e o caminhante aproveita. Continuei a subir seguindo as mariolas que conduzem até ao Curral do Cando, até avistar do lado direito uma imensa corga, de cerca de 200m de profundidade, onde um conjunto de 3 magníficas cascatas, ao longe, me aliciaram a investigar. Desci a mui abrupta encosta a custo e durante cerca de quase uma hora fui chegando até perto do rio, que para a direita me levaria para casa até ao vale do Conho, e para a esquerda até às cascatas. Segui pela esquerda e imagino que ninguém tenha passado por aquelas bandas ultimamente pois a vegetação era intacta e compreensivelmente, não é recomendável andar por ali dada a grande dificuldade de progressão em declive acentuado e vegetação densa. Depois de tanto esforço e cuidado, o pote de ouro estava só virar da esquina uns 300m abaixo da Roca de Pias. As cascatas, belíssimas deixaram-se visitar e registar. Um espectáculo. Aliás todo o percurso acompanhando o curso do rio é premiado regularmente com visões de beleza recorrente. Depois de seguir o rio, as primeiras mariolas vejo-as com um misto de satisfação e tristeza. Satisfação pois finalmente e após 1h30, tenho caminho faciltado e por outro, triste, porque deixo para trás o sabor da descoberta. E agora era só seguir o belo caminho que passaria pelo poço azul até à Ponte de Servas e à Malhadoura. 10km que souberam a muitos mais, e uma manhã de encher a alma.
Não aconselho óbviamente a outros, que façam a descida da corga para as cascatas, a seguir à Arrocela.
Abraços
Curriscada
Arrocela
Curral da Arrocela
em cima: vista do cume da Arrocela (ver em grande)
em baixo: Curral de Entre-Águas
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
domingo, 16 de novembro de 2014
Minas das Sombras
Partimos da Ermida da Virxem do Xurês, Vilameá, com cerca de 600 anos, e fomos em direcção às Minas das Sombras seguindo o rio Vilameá, atravessando a ponte de Porta Paredes, com muito caudal e cascatas belíssimas. O tempo era muito cinzento e frio, mas tinhamos esperanças de acordo com a metereologia, que a coisa melhorasse. Não melhorou e piorou com toda a força; nevoeiro cerrado, vento, chuva persistente até ao fim dos 14 km e frio, claro. Chegados às minas de volfrâmio, abandonadas nos anos 70, demorámo-nos apenas o tempo suficiente para tirar algumas fotos e comer algo rápido. Também os romanos andaram por aqui em busca de ouro. Hoje as minas das sombras, podiam chamar-se minas das brumas. O percurso de volta fizémo-lo pelo cimo do vale das Sombras a cerca de 1200m, onde apenas por breve instante o nevoeiro permitiu vislumbrar a aldeia de Torneiros e a barragem de Lindoso. Chuva fria batida a vento e nevoeiro fizeram da jornada, um exercício de perícia e companheirismo e o fortalecimento das técnicas de montanha. Andar na serra nestas condições, só mesmo para quem gosta e mesmo assim...
Um grande abraço de parabéns ao meu companheiro nesta jornada, Alberto Pereira, pela melhor notícia que se pode ouvir.
https://www.youtube.com/watch?v=fpmPbHal2eg&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=fpmPbHal2eg&feature=youtu.be
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