segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Numa tarde de domingo...Gerês.

 
 
 
 
 
Um dia de verão, a caminho do Poço Azul, não recomendável a quem tem alergias a muita gente em sítios pequenos, mas a causa era nobre: aproveitar a ida em trabalho do velho amigo Paulo Figueiredo lá, para le dar um abraço...e mais além. Na verdade, depois de acudir a um grupo de perdidos que também queríam lá ir, reencontrei o Paulo na lagoa e depois de cerca de 40m à cavaqueira, ele teve de regressar com os turistas dele, e eu prossegui serra adentro pelo trilho que ladeia o Rio Conho, sembre vigiado pelo Cutelo de Pias, e os grandes desníveis que metem respeito. Sozinho e sem ter feito esse percurso, aquela única sensação de estarmos dependentes de nós mesmos, é algo único. A alegria de ír descobrindo o caminho, onde ele não existia antes, conseguir sobrepôr desníveis derrotadores à partida é preenchedor. Derivei para cima à esquerda do Cutelo de Pias, e com a Corga da Giesteira à vista, as vistas são agora inversas: de cima paa baixo, até o olhar se perder, um consolo para as pernas, e um reconforto, para o sentido orientador. Alguns abrigos de montanha são sempre agradáveis de ver, porque em caso de nessecidade, são a nossa melhor casa de noite. Desenboquei no Curral dos Portos, e a jornada ficou na memória. 

domingo, 1 de janeiro de 2012

Minas dos Carris

Seres estranhamente belos, habitam estas paragens, e homenagem lhes faço, porque me brindam com a sua beleza.
o Rui chama-lhes os Vikings

Volfrâmio nas pedras.
Vale do alto Homem
Manhã fria e brumosa de 31 de Dezembro de 2011. 8h o grupo de 8 botifarras aguardava-me. 8h15, abrimos as hostilidades. Caminhar com pessoas apaixonadas e conhecedoras como o Rui Barbosa e o Paulo Figueiredo enriquece-me. Um dia frio, e mais frio à medida que subíamos e chegávamos às alturas desprotegidas, onde os ventos são livres e irrestritos. Um compartimento estreito de 4 paredes e um tecto, serviu para acomodarmos um pouco o corpo frio. As mãos já se ressentiam. Sempre envoltos em bruma, não deixá-mos de fazer o tour das minas, que o Rui ajudou a decifrar e enquadrar. Alguns vestígios de lobo, algumas cabras selvagens avistadas, algum gelo, pouco ou nenhum sol. Um ambiente que se propicía a outros olhares fotográficos, de outro modo impossíveis. Subida e descida sem grande história, mas com o convívio das conversas habituais que contabilizam na amizade.



Lagoa dos Carris




sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Borrageiro - Gerês

Um raro dia nos últimos tempos. Uma manhã livre e pouco mais, por isso vamos aproveitar. Caminhar...sozinho, por onde as pernas me levarem...por onde começar?Arado? Teixeira?Abelheira?Fafião?...enfim, começei pela Portela de Leonte, até ao Borrageiro, o ponto mais alto deste Minho, onde no GPS haviam 1435 metros subidos, e mais os da antena que lá preside, talvez os 1450. Um dia perfeito como todos os são se assim quisermos, mas este, sem vento prácticamente, fresco mas confortável para manga curta, de excelente visibilidade, paz na alma e coração apaixonado. A comunhão tinha começado. Que vistas magníficas acima dos 1000m, com os montes distantes cobertos de névoa azul e cinzento, como ondas de um mar imenso a que chamamos Portugal. Os trilhos a escorrerem a água generosa que um dia chegará ao mar. O prado do Mourô, é a primeira paragem para contemplar e fotografar, é quase um campo II. Depois seguindo o trilho até ao campo III, o prado que comtempla o Vale da Teixeira, tão diferente visto daqui com o sol de frente, e depois o ataque ao cume, que cortando caminho fora do trilho permite lá chegar em menos minutos. Vencido o desnível de cerca de 600m desde o carro, as vistas desde o cume são alimento para a alma sedenta e aí pensamos em tanta gente...identificando os outros cumes abaixo, a Cabreira, Alvão, Marão, Serra Amarela, e tantas outras que a vista permite. Depois regressar, deslizando para baixo e chegar ao carro 3h e meia depois de o ter deixado, com as fotos que vos dedico, em nome da amizade e da partilha de momentos ricos para mim.

Abraços

















terça-feira, 8 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Outonias 2011

Na épica viagem do ser humano, pelo mundo da constante mudança, o necessário sofrimento da evolução, é acalmado pelo paliativo, da rica e infinita variedade desta beleza, que nos entra e renova, no âmago do nosso verdadeiro cristal, limpando-o da pó da mundanidade, e irónicamente iluminando-o também, com o esplendor da beleza, deste mesmo mundo. Mundos que se cruzam e abraçam, mas no fim que não tem fim, haverá um mundo maior, que nos espera, do qual apenas podemos vislumbrar o quão glorioso será, pelos sinais que estes olhos sanguíneos podem agora perceber. Se estes são os sinais, quão belo será, esse Mundo da Alma...

Saudades








quarta-feira, 30 de março de 2011

Casa do Académico - Mata da Albergaria


Para aqueles que gostam de usufruir do PNPG, esta carta aberta enviada pelo amigo Rui Barbosa, deve merecer a vossa atenção. Fala da condição lamentável da antiga Casa Abrigo do Académico, na Mata da Albergaria, esta, uma pérola deste Parque Nacional. Três décadas atrás, ela ainda era útil e em bom estado de conservação...hoje, uma dôr na alma. E como esta, muitas outras estruturas que no parque agonizam.

Ainda me lembro com apenas 5 anos de idade passear por ali e ir ao rio, e ver a casa, utilizada por aqueles que a alugavam decerto. Bons tempos que nunca esquecerei.

O blog carris aqui em baixo onde podem ler a carta, escrita a 11 de janeiro, que até hoje não teve resposta. Uma segunda foi enviada. Aqueles que gostam da serra, têm de se mexer, porque se esperarmos alguma coisa de cima...

http://carris-geres.blogspot.com/2011/01/carta-aberta-ao-pnpg-sobre-o-estado-da.html

quarta-feira, 9 de março de 2011

Num belo PNPG

"O Céu desce...a montanha sobe um pouco mais.
E já ninguém sabe ao certo...a que reino pertence"(M.Torga)


Caminhar só, é uma experiência solitária? No meu caso não. Trago tanta gente comigo, que só tenho medo que no peito não caibam todos. E com muitos falo, partilho passo a passo, pé ante pé. E acima de todos estes o maior de todos...Aquele que é o meu maior amigo, em todas as situações, que me guia, protege e ilumina a lâmpada do meu coração. A Ele devo as alegrias e também algumas tristezas que bondosamente me permitem crescer.
Ser aconchegado pelas pedras, lameiros, montes e vales, é uma sensação única para quem a puder alcançar.
Neste dia optei por fazer jejum, desde manhã até ao fim do dia, sem comer nem beber. No fim da jornada, senti sede, mas por cada nascente que passei recusei-a. Um treino físico, psicológico e tentativa de desprendimento, para poder sentir cada passo de forma diferente.


No mundo da alma, a sensação é intensa e tão depressa nos cansa, como nos puxa de volta, para essa moradia eterna onde inevitavelmente, deveremos repousar.