sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Borrageiro - Gerês

Um raro dia nos últimos tempos. Uma manhã livre e pouco mais, por isso vamos aproveitar. Caminhar...sozinho, por onde as pernas me levarem...por onde começar?Arado? Teixeira?Abelheira?Fafião?...enfim, começei pela Portela de Leonte, até ao Borrageiro, o ponto mais alto deste Minho, onde no GPS haviam 1435 metros subidos, e mais os da antena que lá preside, talvez os 1450. Um dia perfeito como todos os são se assim quisermos, mas este, sem vento prácticamente, fresco mas confortável para manga curta, de excelente visibilidade, paz na alma e coração apaixonado. A comunhão tinha começado. Que vistas magníficas acima dos 1000m, com os montes distantes cobertos de névoa azul e cinzento, como ondas de um mar imenso a que chamamos Portugal. Os trilhos a escorrerem a água generosa que um dia chegará ao mar. O prado do Mourô, é a primeira paragem para contemplar e fotografar, é quase um campo II. Depois seguindo o trilho até ao campo III, o prado que comtempla o Vale da Teixeira, tão diferente visto daqui com o sol de frente, e depois o ataque ao cume, que cortando caminho fora do trilho permite lá chegar em menos minutos. Vencido o desnível de cerca de 600m desde o carro, as vistas desde o cume são alimento para a alma sedenta e aí pensamos em tanta gente...identificando os outros cumes abaixo, a Cabreira, Alvão, Marão, Serra Amarela, e tantas outras que a vista permite. Depois regressar, deslizando para baixo e chegar ao carro 3h e meia depois de o ter deixado, com as fotos que vos dedico, em nome da amizade e da partilha de momentos ricos para mim.

Abraços

















terça-feira, 8 de novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Outonias 2011

Na épica viagem do ser humano, pelo mundo da constante mudança, o necessário sofrimento da evolução, é acalmado pelo paliativo, da rica e infinita variedade desta beleza, que nos entra e renova, no âmago do nosso verdadeiro cristal, limpando-o da pó da mundanidade, e irónicamente iluminando-o também, com o esplendor da beleza, deste mesmo mundo. Mundos que se cruzam e abraçam, mas no fim que não tem fim, haverá um mundo maior, que nos espera, do qual apenas podemos vislumbrar o quão glorioso será, pelos sinais que estes olhos sanguíneos podem agora perceber. Se estes são os sinais, quão belo será, esse Mundo da Alma...

Saudades








quarta-feira, 30 de março de 2011

Casa do Académico - Mata da Albergaria


Para aqueles que gostam de usufruir do PNPG, esta carta aberta enviada pelo amigo Rui Barbosa, deve merecer a vossa atenção. Fala da condição lamentável da antiga Casa Abrigo do Académico, na Mata da Albergaria, esta, uma pérola deste Parque Nacional. Três décadas atrás, ela ainda era útil e em bom estado de conservação...hoje, uma dôr na alma. E como esta, muitas outras estruturas que no parque agonizam.

Ainda me lembro com apenas 5 anos de idade passear por ali e ir ao rio, e ver a casa, utilizada por aqueles que a alugavam decerto. Bons tempos que nunca esquecerei.

O blog carris aqui em baixo onde podem ler a carta, escrita a 11 de janeiro, que até hoje não teve resposta. Uma segunda foi enviada. Aqueles que gostam da serra, têm de se mexer, porque se esperarmos alguma coisa de cima...

http://carris-geres.blogspot.com/2011/01/carta-aberta-ao-pnpg-sobre-o-estado-da.html

quarta-feira, 9 de março de 2011

Num belo PNPG

"O Céu desce...a montanha sobe um pouco mais.
E já ninguém sabe ao certo...a que reino pertence"(M.Torga)


Caminhar só, é uma experiência solitária? No meu caso não. Trago tanta gente comigo, que só tenho medo que no peito não caibam todos. E com muitos falo, partilho passo a passo, pé ante pé. E acima de todos estes o maior de todos...Aquele que é o meu maior amigo, em todas as situações, que me guia, protege e ilumina a lâmpada do meu coração. A Ele devo as alegrias e também algumas tristezas que bondosamente me permitem crescer.
Ser aconchegado pelas pedras, lameiros, montes e vales, é uma sensação única para quem a puder alcançar.
Neste dia optei por fazer jejum, desde manhã até ao fim do dia, sem comer nem beber. No fim da jornada, senti sede, mas por cada nascente que passei recusei-a. Um treino físico, psicológico e tentativa de desprendimento, para poder sentir cada passo de forma diferente.


No mundo da alma, a sensação é intensa e tão depressa nos cansa, como nos puxa de volta, para essa moradia eterna onde inevitavelmente, deveremos repousar.


PNPG?Líbia?Armageddom?

Um belo dia de carnaval consegui abrir uma janela nos meus afazeres e upa lá, para o PNPG. Um dia de boa temperatura, ar puro e algum sol...mas isso iría mudar. Pouco depois da minha passagem no vale da Biduíça, focos de queimadas reproduziam-se a todo o alcançe da vista, em proporções épicas que cobriam todo o céu até aos carris pelo menos. O ar puro deu lugar a faúlhas e fumo até ao fim da jornada. Vento forte ajudou à festa.
Nos últimos três anos nunca esta zona foi "queimada", pelo menos, pois tenho por lá passado e o verde sempre existiu sem mancha de preto.
Por causa do fogo, tive de regressar pelo Alto das Eiras, e no fim da jornada com cansaço nas pernas, descer o desnível de cerca de 500m, bastante a pique foi nada agradável e valeu a força de braços no cajado providencial. Mas a saudade já bate.Em breve as fotos do lado mais agradável do dia, que foi em raide de 4h.


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011